agosto 08, 2022

eu quero ver o sol





Ainda bem que os dias acabam 
para que outros possam nascer. 
 

Sempre (ou quase sempre), gosto de ver o sol partindo. A sequência natural das coisas só não passa despercebida por aqui, pois tem algum detalhe que me deixa feliz e tenho quase certeza de que é a cor que fica no céu. O tom violeta ou laranja, ou as nuvens que dançam no firmamento... não sei. Talvez seja tudo.

agosto 05, 2022

escrever imagens com o coração

O ônibus passou 13h30 e seguiu o caminho de sempre. Linha reta, trânsito vazio. Depois veio o outro caminho, agora a pé. Sol iluminando, tempo abafado, passos rápidos. Chegada ao destino, finalmente. Retiro a mochila das costas e olho para frente. Ali, nada mudou. Pacientes saem do tratamento e as paredes do hospital têm cor de cansaço. É como se implorassem para que eu saísse dali segundos após ter entrado. Ignorei os pensamentos acelerados e conferi a hora no celular para medir o dia que mal tinha começado. 15h. Reparo também os fones de ouvido, a caneta, o caderno e a minha concentração interna para pedir ao céu que seja só mais um dia tranquilo. Olho para frente e as cadeiras estão cheias, olho para o lado e carros começam a chegar. Antes de o olhar buscar outro encontro, olho para frente outra vez, e percebo um corredor. No fim dos metros que o encerram, uma capela — vazia. Diante da imagem de Maria ao lado da porta, está um senhor com as mãos estendidas como quem quer doar ou pedir por algo para a santa. A conversa se estende até os seus braços se recolherem ao corpo, sinal do fim da prosa. Respiro fundo distante, pedindo de longe pelo mesmo encontro, pela mesma calma. Respiro outra vez. O dia tinha começado, entendi, enfim.

 

Assim seja, amém.

 

  
Se eu abrir a galeria do meu celular certamente encontraria fotografias de momentos que eu gostaria de compartilhar com as pessoas. É que enquadrar uma cena e controlar a luz do ambiente também me inspira a fazer outra coisa: escrever sobre esses instantes. Sempre foi assim. O post de hoje trouxe fotografias e uma breve crônica sobre elas - tô contente por isso ter acontecido.

julho 25, 2022

e há de nascer um novo amanhã

A colagem manual tem me acompanhado desde o dia em que comecei a fotografar, em 2014. É um processo mútuo que envolve cuidado, uma troca boa da palavra com a vida. Acabei criando um perfil no Instagram para publicar esses encontros e nessa semana a música dos Gilsons me abraçou bem. Pra gente acordar compõe o álbum mais recente do grupo, ao lado de outras canções.


E há de nascer um novo amanhã
Pra gente acordar e dançar
Sem medo de ser, sem medo de amar
Sem que nada possa nos machucar




Canção, foto e o lembrete de que o tempo é agora para essa semana que tá começando e para o mês que está quase no fim;

junho 29, 2022

forró a vida inteira

 

Junho chega e me transforma — desde o momento em que nasci naquela madrugada de 1996. Sigo sentindo esse amor quando lembro dos tempos de escola, quando ouço alguma canção que traga de volta o afeto contido na memória. Como é bom lembrar e partilhar isso tudo. 

 

Então o mês se despede e eu fico com a lembrança (e o sentimento). Hoje trouxe detalhes de imagens guardadas em álbuns de família. Fazer aniversário dia primeiro de junho teve sempre um sentido duplo por aqui. Era sinal de o tempo passar, mas também o sinal de que junho chegou.

 

Hoje, não uso mais vestidos coloridos costurados por minha avó, porém encontrei outra maneira de trazer o forró pra perto. Separo bandeiras, chapéu, recortes e pronto... sinto paz outra vez. Faço de casa o meu festival de cores.











Pra concluir, uma playlist criada pela Dani Neves lá no Spotify <3 Não consegui sair de casa esse mês e as músicas que ela selecionou me fizeram retornar às noites juninas da (minha) infância.


poético diário. Design by Berenica Designs.