junho 29, 2022

forró a vida inteira

 

Junho chega e me transforma — desde o momento em que nasci naquela madrugada de 1996. Sigo sentindo esse amor quando lembro dos tempos de escola, quando ouço alguma canção que traga de volta o afeto contido na memória. Como é bom lembrar e partilhar isso tudo. 

 

Então o mês se despede e eu fico com a lembrança (e o sentimento). Hoje trouxe detalhes de imagens guardadas em álbuns de família. Fazer aniversário dia primeiro de junho teve sempre um sentido duplo por aqui. Era sinal de o tempo passar, mas também o sinal de que junho chegou.

 

Hoje, não uso mais vestidos coloridos costurados por minha avó, porém encontrei outra maneira de trazer o forró pra perto. Separo bandeiras, chapéu, recortes e pronto... sinto paz outra vez. Faço de casa o meu festival de cores.











Pra concluir, uma playlist criada pela Dani Neves lá no Spotify <3 Não consegui sair de casa esse mês e as músicas que ela selecionou me fizeram retornar às noites juninas da (minha) infância.


junho 20, 2022

o suficiente

Gosto de escrever à mão — mesmo que as notas do Google Keep sejam mais ágeis ao memorizar alguma ideia enquanto tô na rua. Ainda assim, isso me faz amar o costume de escrever cartas, desenhar e registrar a vida sempre que posso. Desde sempre faço disso uma constante, algo bom para ver diante de mim o que eu senti primeiramente do lado de dentro. Então, folhear páginas enquanto escolho qual música vai me acompanhar é uma das bonitezas que param aqui (e ficam).


As fotografias de hoje surgiram semana passada. Publiquei uma delas lá no Instagram, seguida de um emoji de coração. Sem contexto, somente o coração. Por trás desse emoji tinha muito sentimento, aí a publicação de hoje pediu para estar no blog.




 
Tô prestes a concluir esse caderno. Páginas amarelas, capa dura na cor preta. Adiava muito a ideia de ter um caderno e escrever nele, mas fui mudando ao longo do caminho. Durante uma das terapias que tive em 2020 (inclusive, saudades), a psicóloga conversou sobre a importância de cultivarmos sonhos e acabou citando um pesquisador. Devo ter comentado aqui algumas vezes, mas durante a pesquisa, ele descobriu que dos entrevistados, aqueles que tiveram as feridas superficiais na pele saradas mais rapidamente foram os que criaram o hábito de escrever. Aqueles que não escreviam sobre angústias ficaram com a ferida por mais tempo.

Esse hábito, o de escrever, acaba não sendo diário por aqui. No entanto, é algo presente sempre que dá. O suficiente. Penso que isso torna a escrita mais especial — e não só ela, mas a vida.







junho 10, 2022

celebrando junho

A lembrança mais antiga que tenho de comemorar aniversário começa em 1997 com a minha festinha de um ano. 

 

Balões cor-de-cosa, bolo quadrado com os dizeres parabéns laryssa feitos em doces. Ao redor, crianças, todas da vizinhança, e os meus familiares mais próximos. As fotografias me fazem recordar perfeitamente de cada detalhe daquela sala que ainda existe. Depois disso, a ideia de comemorar aniversário não foi nada comum durante a minha vida. Em casa, substituímos a festinha por bolos raros e pontuais — o que sempre me fez amar saber que maio sairia de cena para o mês de junho começar. 

 
Esse ano fazer aniversário foi, no mínimo, diferente. Contraí algum vírus que me deixou fraca, com febre altíssima e sentindo dores. Ainda me recupero, mas na emergência a médica disse que poderia ser zika. Assim passei a minha semana de aniversário. Eu só não contava com algumas voltas e com o fato de ter levado o meu caderno para a urgência. Não sei decifrar parte das palavras (foto acima), mas sei que me forcei muito a escrever para não esquecer daquele momento. “Quando der, comemoro o meu 1 de junho”. A frase teve efeito e foi aí que esta publicação nasceu. 





Era domingo, quando à porta chegaram amigos. Bolo e doces nas mãos. Chorei. Na hora, nem lembrei de fotografar, mas lembro de ter chorado muito. Amo comemorar. De um jeito ou de outro, gosto de celebrar. Música, comida, palavras — o que for considerado celebração. E fazia um tempo que eu não me sentia “viva” para perceber isso. A pandemia mudou algumas coisas aqui dentro e uma dessas coisas foi a minha coragem. Porém, o bom de viver está nisso. Existem pessoas que pegam a nossa mão e vão nos lembrando que celebrar ainda é possível.
 
Trouxeram palavras, carinhos e leituras. Dentre elas, “Tudo é rio”, “Cartas a um jovem poeta” e um livro da série Clarice na cabeceira (Editora Rocco). Tenho retornado às atividades gradualmente e esse pouco inclui ler e escrever. Mal posso esperar para partilhar essas descobertas literárias aqui com vocês. Enquanto isso não acontece, deixo alguns registros do começo do meu junho que teve direito a muitas emoções e aventuras.









Aproveito para agradecer a todo mundo que deixou amor por aqui e no Instagram <3 Dias antes de adoecer, fui criando uma playlist no Spotify prontinha a receber junho. Ela tem ficado muito especial (nesse momento, toca a canção 1996) e o meu presente e partilhá-la aqui também:

 


junho 01, 2022

aniversário

 



 

 

 

 

1 de junho
meus 26 anos por aqui
quero
desejo
espero
sentir a vida desse jeito
sempre que der
porque viver com sentimento
é o que me resta
então
que eu sinta
que eu sinta
que possamos sentir

 

poético diário. Design by Berenica Designs.